outubro 21, 2021

Conheça a ISO 50001 e saiba como a tecnologia ajuda o setor de energia

Leonardo Batistão

Não é de hoje que o setor de energia é tema de discussões e políticas que visam não apenas sua expansão, mas também a sua eficiência tanto em questões estruturais quanto nos procedimentos operacionais.

Na prática, isso implica na adoção de estratégias que reduzem os custos operacionais e, assim, possibilitam a estruturação de planos de ação que podem ser úteis na identificação de falhas na distribuição de energia em diferentes fases.

A chamada gestão da energia elétrica envolve não apenas a redução de custos em sua complexidade, mas também outros dois objetivos relacionados ao nosso cotidiano: a diminuição da emissão de gases do efeito estufa e a redução do risco de consumo descontrolado.

O primeiro caso está ligado às questões de proteção ambiental e retardo do aquecimento global, pauta cada vez mais discutida mundialmente em razão do aumento de fenómenos climáticos extremos.

Já o segundo interfere de modo mais abrupto no dia a dia da sociedade em geral, afinal, falhas em quaisquer etapas do processo podem implicar na pausa das operações por tempo indeterminado até que se restabeleça a distribuição de energia, já que hoje o seu armazenamento não é financeiramente viável.

Essa questão é tão importante que existe até a ISO 50001 para tratar especificamente do gerenciamento da energia dentro das empresas e melhorar a integração com o meio ambiente, por meio de um consumo consciente, redução das emissões de gases, colocando em prática a eficiência energética e aproveitando da melhor maneira possível os recursos.

Continue acompanhando e saiba mais sobre a temática. Boa leitura.

Como funciona o setor de energia brasileiro?

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) a responsável por regular o sistema energético do país, dentro de suas competências legais.

Este, por sua vez, está dividido em três grupos, que envolvem as desde a obtenção de energia até a sua distribuição para regiões abrangidas pelo sistema.

A geração é o primeiro e engloba as empresas de portes e tecnologias diferentes que competem livremente para atender consumidores.

Na prática, estamos falando do processo de criar energia elétrica a partir de outra fonte energética. Usinas hidrelétricas, térmicas, de biomassa, eólica, nuclear e solar são alguns exemplos.

Importante lembrar que para os consumidores do mercado livre, o governo permite negociações livres entre esses geradores, comercializadores e consumidores.

O segundo grupo refere-se à transmissão, cujo papel é levar a energia elétrica da fonte geradora até os responsáveis pela entrega aos clientes/consumidores, conhecidos popularmente como distribuidores.

Hoje, esse processo é realizado por meio dos mais de 145 mil km de linhas de transmissão, devidamente organizadas conforme o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Ambos os grupos são regulados pela ANEEL e são considerados monopólios naturais, considerando que a competição entre empresas do setor não traz quaisquer benefícios para a sociedade.

Vale destacar também que para esses grupos existem leis de fomento ao desenvolvimento do setor. É o que diz o artigo quarto, parágrafo quinto da Lei no 9.991/ 2000, que passou por alterações recentes via Lei nº 14.182/2021.

De acordo com a legislação, as empresas podem destinar um percentual dos recursos na forma de aporte para suporte e desenvolvimento de instituições de pesquisas e tecnologia vinculadas ao setor elétrico devidamente reconhecidas pela Aneel.


Considerando esse cenário, surge a reconhecida ISO 50001, que estabelece um sistema para que seja implantada a Eficiência Energética dentro das indústrias, instalações comerciais e em empresas como um todo.

Por dentro da ISO 50001

Apesar de não ser obrigatória, a norma é de fundamental importância considerando a atual crise energética que o Brasil enfrenta nos últimos anos.

De modo geral,  a ISO 50001 foi desenvolvida para que sua implantação seguisse o modelo do ciclo do PDCA: planejar, executar, verificar e agir. É um modelo de “sistema de gestão de melhoria contínua”, que também estabelece determinadas exigências para as organizações. 

Entre elas, destacam-se:

  • Desenvolvimento de políticas para o uso adequado da energia;
  • Definição de metas e objetivos; 
  • Análises e mensuração de resultados;
  • Revisão contínua das políticas para otimizar a gestão de energia elétrica.

Na prática, isso representa melhora nos índices de consumo de energia, gerando economia e aumento de eficiência, além de todos os ganhos referentes à sustentabilidade.

A norma publicada no Brasil em 2011 teve adições anos mais tarde, em 2015. Interessante destacar que passaram a compor a estrutura normativa questões como:

  • Diagnósticos energéticos: Requisitos com orientação para uso (NBR ISO 50002);
  • Sistemas de gestão de energia: Requisitos para auditoria e certificação (NBR ISO 50003) e Guia para implementação, manutenção e melhoria de um sistema de gestão de energia (NBR ISO 50004).

Tecnologia voltada para o setor de energia

Como você viu anteriormente, o processo de geração, transmissão e distribuição de energia é complexo e envolve muitos pormenores que, se não forem devidamente considerados, podem impactar diretamente o consumidor final.

Além disso, é preciso seguir normas que são relevantes para o setor, como a ISO 50001. 

Ainda, as empresas do setor lidam com diversas atividades relativas ao desenvolvimento, implementação, operação e manutenção de geração de energia. 

É por essa razão que sistemas e demais recursos digitais podem ser alternativas interessantes para controlar e monitorar, de forma efetiva, procedimentos e atividades relacionados ao setor.

Por isso que o uso de sistemas e tecnologias têm sido tão utilizados. Além de otimizar as atividades, um sistema de gestão digital possibilita a geração de dados extremamente confiáveis, o que é essencial para as empresas que lidam com energia.

E como a tecnologia pode ajudar na prática? A abertura de ordens de serviço para manutenção ou, se necessário, a substituição por outros mais eficientes é uma das atividades otimizadas com uma plataforma digital. 

Além disso, por meio da análise do consumo energético, é possível monitorar padrões, localizar falhas e identificar oportunidades de otimização do sistema com um todo.

Ainda, os checklists digitais podem ser ferramentas muito úteis na manutenção do setor de energia, além de gerar relatórios completos de toda a operação. 

Ao instalar um painel solar, por exemplo, pode-se utilizar um formulário digital para verificar se todos os passos foram seguidos. 

Já os formulários mais técnicos, como os voltados a conferência das subestações de energia, também podem ser utilizados dentro de uma plataforma digital. 

Saiba mais sobre checklists digitais

No blog post de hoje conversamos sobre o setor de energia, a ISO 50001 e como a tecnologia pode ajudar a otimizar atividades. 

Para saber mais sobre como os checklists digitais funcionam e podem te ajudar na prática, confira este conteúdo. Espero que seja útil e boa leitura!