julho 9, 2020

A nova era do home office e o futuro para as empresas

Videnci

A pandemia do coronavírus mudou, e muito, o nosso comportamento e a forma como fazemos as atividades mais corriqueiras do dia a dia. Empresas, comércios, farmácias, escolas e universidades possuem um “novo normal” que exige cuidado especial  e agora vivenciamos como é realizar a maior parte dessas tarefas dentro da própria casa, com home office, ensino a distância e as compras online registrando aumento de 61% após a COVID-19, segundo a E-commerce Brasil

O fato é que a jornada de trabalho como conhecemos está prestes a mudar para sempre. Pelo menos nos setores em que isso é possível e se mostram mais flexíveis para alterar os regimes de forma a beneficiar empresa e colaborador.

Confira neste texto como o home office está se modificando para se adaptar às novas demandas do mercado:

Os prós e contras do home office

O trabalho à distância é conhecido pela grande liberdade que dá aos colaboradores. Basta uma conexão com a internet e ferramentas adequadas de comunicação para que o mesmo trabalho que é feito in loco, na empresa, seja executado. 

Contudo, em home office, é necessário manter a disciplina para não trabalhar nem de mais, nem de menos.

É comum que os colaboradores tenham dificuldade em conciliar o trabalho e o lazer, já que, agora, os espaços para as duas coisas são compartilhados. 

Ou então que acabem trabalhando dobrado, pela cobrança extra, distração ou  pela dificuldade de se desligar do expediente. Se tarefas estiverem pendentes, você continua no ambiente de trabalho quando o horário acabar.

Porém, a liberdade e autonomia compensa para muitas pessoas, que podem escolher trabalhar quando estiverem mais produtivas e descansar quando o trabalho não estiver indo para frente.

Segundo pesquisa do Ibope Inteligência, muitos brasileiros passam pelo menos 2 horas por dia no trânsito. Se não há a necessidade de sair de casa, o estresse causado pelo tempo dentro do carro o transporte público também some. 

O que esperar quando a crise acabar?

A crise do COVID-19 gerou a necessidade da prática do distanciamento social e medidas para conter o avanço da doença em todo o mundo.

Segundo uma pesquisa feita pela Cushman & Wakefield com empresas brasileiras, 40,2% das indústrias não trabalhavam com o home office em nenhum grau antes dessa crise, mas irão adotar parcialmente o trabalho remoto mesmo quando as restrições sociais forem extintas.

A realidade é que a maioria das empresas foi forçada a migrar, mesmo que parcialmente, para o meio digital, e acabou descobrindo que ele pode ser muito benéfico e saudável para o negócio como um todo.

Os principais cuidados que devem ser tomados são os relacionados à logística, segurança, como está sendo feita a prestação de serviços. O relacionamento entre colaboradores e gestores e também se a performance do time está sendo satisfatória como um todo nos momentos passados em home office.

O futuro corporativo do home office

Grandes empresas nacionais e internacionais estão mudando toda a estrutura dos escritórios para os transformar em espaços de trabalho conceituais. 

Como assim? É simples: os espaços físicos dos escritórios servirão mais como um apoio para eventuais reuniões e demandas específicas, como o onboarding de novos colaboradores e a visita de clientes e parceiros.

A XP Inc. é uma das maiores instituições financeiras do país e já é considerada uma empresa 100% digital. Com cerca de 2.700 colaboradores, Guilherme Sant’Anna, um dos sócios e responsáveis pela área de gente e gestão, explicou para a InfoMoney em entrevista que a cultura interna que eles possuem permitiu um ajuste muito rápido no cenário atual.

De acordo com uma matéria do Estadão, o Google, Twitter e Facebook foram outras empresas que anunciaram que irão prorrogar o home office e, inclusive, estão estudando maneiras de ampliar o regime no expediente de seus colaboradores. Isso porque a maioria das empresas nos mais variados setores registram um aumento na produtividade de seus times quando acrescenta o trabalho remoto na rotina. 

A Pipefy é uma empresa com sede em Curitiba, São Paulo e São Francisco especializada na gestão de processos por meio da otimização e automação de processos. Com cerca de 250 funcionários, tudo foi planejado nos mínimos detalhes para que a migração do escritório para casa fosse a melhor possível.

Os colaboradores da Pipefy irão, então, trabalhar em home office até dezembro. Depois disso, todos poderão livremente escolher se preferem trabalhar no espaço físico ou em casa, com todo o suporte necessário para que isso seja feito. Os escritórios viraram uma espécie de coworking para auxiliar as equipes. 

Novos hábitos

Como você pode ler neste texto, o home office é a nova realidade de muitas empresas. Seus benefícios se sobressaem em relação aos contras de trabalhar dessa maneira.

Para ajudar você a considerar e compreender melhor como adaptar a sua empresa para esse novo hábito, confira esse blogpost sobre a utilização de um software para a gestão remota do seu negócio.