As APR de segurança fazem parte de algumas ações precatórias de que visam garantir o conforto e essencialmente a saúde dos colaboradores que trabalham em uma obra.

Nesse contexto, com o intuito de reduzir a exposição aos riscos ocupacionais e, consequentemente, diminuir os casos de acidentes de trabalho, a expressão APR de segurança tem sido muito procurada.

Seja em uma indústria petroquímica, seja na construção civil, sempre haverá tarefas que representam certo risco para os colaboradores, mesmo que em pequena escala.

Desse modo, é interessante pautar quais as medidas e alternativas ideais que precisam ser tomadas para que haja a identificação prévia, mensuração e controle desses riscos.

Para entender melhor o assunto, continue a leitura.

As diferenças entre risco e perigo

Antes de entender como funciona a metodologia da APR (Análise Preliminar de Risco), é interessante pautar inicialmente a diferença entre risco e perigo em um ambiente de trabalho.

Risco no trabalho

Uma tarefa que representa risco a um colaborador é aquela que apresenta agentes potencialmente nocivos para a saúde humana (físicos, químicos e biológicos).

Entretanto, uma vez que eles já foram identificados e mensurados, esses agentes têm seus efeitos reduzidos ao máximo devido às medidas preventivas de segurança já providenciadas.

Em outras palavras, são todas as ocasiões de trabalho onde há a presença de agentes nocivos de forma controlada.

Perigo no trabalho

Já o perigo em um ambiente trabalhista é sinônimo da existência de agentes danosos para a saúde em um patamar elevado ou descontrolado, caracterizado, basicamente, pela perda do controle dos riscos ou até mesmo pelo seu aparente desconhecimento.

Sendo assim, toda e qualquer tarefa que imprime perigo para o colaborador automaticamente já é classificada, segundo a segurança do trabalho, como algo errado e equivocado.

Isso porque são nessas situações de perigo que as chances de ocorrer um acidente de trabalho são consideravelmente elevadas.

O conceito de APR de segurança

A análise preliminar de risco está associada com o desafio de reconhecer e mensurar de uma forma antecipada todos os possíveis riscos que um ambiente de trabalho oferece para seus colaboradores.

Ou seja, como o próprio nome sugere, a APR tem como objetivo atuar de maneira preventiva, antecipando-se aos riscos de trabalho.

Exemplo de aplicação

Para compreender melhor como é aplicada a APR em uma indústria, basta pensar, por exemplo, em uma empresa que atua no ramo alimentício.

Nesse caso, a APR identificará os riscos oferecidos nos postos de trabalho (baixas temperaturas, cortes, lesões musculares devido a esforços etc.) e promoverá medidas de segurança para controlá-los.

Somente a partir dessa ferramenta preventiva que a empresa conseguirá planejar e executar as adequadas ações de segurança, reduzindo ao máximo os riscos ocupacionais no ambiente de trabalho.

As etapas da Análise Preliminar de Risco

Como qualquer outra medida de segurança, a APR também tem uma metodologia de trabalho própria, podendo, assim, ser separada em algumas etapas.

Identificar os riscos

É a primeira fase da APR, com a principal finalidade de visitar e conhecer todos os locais de trabalho da empresa. O objetivo é identificar os respectivos riscos ocupacionais aos quais os colaboradores estarão expostos.

Ordenar os riscos segundo seu potencial

Após a etapa de identificação dos riscos, é fundamental mensurá-los e ordená-los seguindo uma ordem de periculosidade.

Isso porque os riscos considerados mais críticos poderão receber mais atenção e posteriormente serão controlados de acordo com medidas de segurança mais elaboradas.

Traçar medidas preventivas

Devidamente identificados e classificados os riscos, a etapa agora é a de planejar meios e alternativas acessíveis para que todos eles sejam adequadamente controlados.

Nesse contexto, seguem abaixo algumas das principais medidas de segurança para o controle de riscos em uma indústria.

Utilização de EPIs

Já sabendo qual é a natureza do risco, fica mais fácil definir o correto Equipamento de Proteção Individual – EPI que os colaboradores devem usar.

Por isso, recorrer aos EPIs para o controle de riscos, sem dúvida, é uma das ações de segurança consideradas como básica e indispensável, independentemente do ramo industrial em questão.

Capacitação da equipe de trabalho

Além de disponibilizar o adequado EPI, é interessante também que o empregador garanta que seus colaboradores saibam utilizar corretamente os equipamentos recebidos.

Dessa forma, uma boa alternativa para alcançar esse patamar é a capacitação da equipe de trabalho, assegurando, assim, que os colaboradores recebam treinamentos acerca da utilização adequada do EPI e outras medidas de segurança.

Busca por consultorias

Uma vez que a empresa não consegue estabelecer as ferramentas suficientes para garantir a segurança de seus colaboradores, é prudente a busca de conhecimento a partir de consultorias e outro tipo de ajuda profissional.

Assim, ao recorrer a uma equipe profissional de segurança do trabalho, a empresa garantirá que todas as medidas preventivas sejam devidamente consideradas.

Análise Preliminar de Risco na construção civil

Um canteiro de obras oferece vários riscos ocupacionais para quem o frequenta, logo, é necessário uma APR para que uma obra seja iniciada e finalizada de uma maneira segura.

Poluição sonora

Trabalhar ao lado de máquinas que emitem ruídos intensos (compressores, alisadora de concreto, martelete, furadeiras etc.) é um risco que obrigatoriamente precisa ser neutralizado/minimizado.

Por isso, o uso de um abafador de ruídos em um canteiro de obras é indispensável. Ele garante a redução da intensidade do som a que o colaborador ficará exposto ao longo da sua rotina de trabalho.

Risco de cortes e lesões

Por ter que manusear várias ferramentas (pá, enxada, martelo etc.), bem como frequentar locais em que há a possibilidade de ocorrer queda de objetos, o uso de EPIs que reduzem esse tipo de risco é fundamental.

Exemplificando, recorrer as luvas de proteção, capacetes e calçados fechados são boas medidas de segurança para o controle de alguns riscos físicos (cortes e lesões).

Risco químico

Tarefas que utilizam cimento, cal, areia e outras substâncias em pó representam risco químico para os colaboradores que as realizam.

Isso porque a inalação contínua desse ar contaminado é capaz de provocar doenças respiratórias e reações alérgicas na pele.

Dessa maneira, recorrer ao uso de máscaras, respiradores e vestimenta que proteja grande parte do corpo também são ações de segurança que favorecem no controle dos riscos de natureza química.

Portanto, após entender o conceito de APR de segurança, bem como avaliar a forma com que ela é aplicada na indústria, é fácil perceber o quão relevante ela é para a redução dos acidentes de trabalho.

Vale destacar ainda a obrigatoriedade que o empregador tem de realizar a APR, conforme descrito na Norma Regulamentadora número 18.